Os 4 Estágios Emocionais de Quem Busca Recolocação

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A maioria das pessoas associa o desemprego com falta de dinheiro para pagar as contas no fim do mês. Mas existem outras dificuldades ainda mais sérias para quem busca recolocação. Como, via de regra, associamos nossos objetivos, propósitos e senso de identidade ao trabalho, a demissão pode ser um dos eventos mais traumáticos da nossa vida.

A perda do trabalho acarreta múltiplas consequências psicológicas e comportamentais, que costumam ocorrer em quatro estágios associados com diferentes processos cognitivos, emocionais e comportamentais, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Nova York.

A pesquisa define que o desempregado passa por 4 estágios principais:

1º) Antecipação

Os rumores e boatos dentro da empresa fazem com que a pessoa já experimente um grau de ansiedade, pois fica sempre se perguntando se será o próximo a ser demitido. E quando a demissão ocorre, ela vivencia um misto de alívio e choque. Ou apenas choque, se realmente não estava esperando por isso. Nesse estágio, geralmente o profissional consegue se manter otimista, acreditando que encontrará a recolocação rapidamente.

2º) Esforço concentrado

Esse estágio costuma acontecer de 1 a 2 meses após o desligamento e dura aproximadamente 3 meses. Nessa fase, o profissional permanece focado em buscar um novo emprego, mantendo a energia e a motivação necessárias. Entretanto, se não conseguir logo um novo trabalho, seu estado de ânimo começará a se deteriorar.

3º) Desmotivação

Após aproximadamente cinco meses de desemprego, as pessoas começam a entrar no estágio da desmotivação. Essa fase dura de 1 a 2 meses, sendo caracterizada pela intensificação do desânimo. Embora ainda tenha esperança de se recolocar, o profissional começa a duvidar de si próprio, e a busca começa a se tornar errática e sem foco.

4º) Resignação

Se o desemprego se prolongar, tem início o estágio da resignação. Os pensamentos negativos começam a se fortalecer e o profissional começa a se sentir impotente e sem esperança. Nesse estágio, podem iniciar hábitos nocivos (comer ou beber demais) e princípios de depressão.

Esses estágios variam de pessoa para pessoa, ou seja, alguns podem experimentar os efeitos com maior ou menor intensidade, ou nem passar por todos os estágios. Tudo depende do estado emocional de cada profissional.

Algumas dicas para combater os efeitos negativos do desemprego e tornar a busca por recolocação mais eficiente:

  • Inclua na sua rotina técnicas de controle de ansiedade, como relaxamento e meditação;
  • Elabore um plano de ação com objetivos bem definidos para buscar outro emprego;
  • Estabeleça uma rotina diária e tenha disciplina para segui-la. Procurar trabalho também é um trabalho.
  • Acione seu networking. Grande parte das recolocações ainda ocorre através de indicações;

É essencial não perder o foco e a determinação. Ao final de cada dia avalie os resultados obtidos e reveja suas estratégias. No caso de obter mais insucessos do que sucessos, não desista. O sucesso é a somatória de pequenos fracassos e adversidades.

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Coach Eduardo Corrêa

Master Coach de Carreira pelo Instituto MS de Coaching de Carreira. Personal and Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, formação certificada internacionalmente pelo BCI. Practitioner em Programação Neurolinguística pelo INAp.

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